Marcus Winicius, there's a madman in the corner of your eyes and he say, "You are damned!", and you believe him.
posted by Unknown
14:42
25.11.02
Essa foi sem dúvida a minha primeira semana de férias mais morta que eu já tive. Descansado, refeito, hora de começar a amarrar as pontas soltas da minha vida, de banir de vez a loucura desse ano, de adiantar as minha s resoluções de ano novo, de dar um rumo melhor à minha vida.
De tentar entender quem diabos, no final das contas eu sou, por que eu estou aqui, e o que eu posso fazer para tornar esse mundo um lugar melhor para se viver.
É uma boa hora prá você começar a fazer o mesmo, pelo menos, a sua parte.
Marcus Winicius, com as asas que te fazem sonhar
posted by Unknown
16:15
Alguém ai lembra de “Krull”, aquele filme meio vagabundo da década de oitenta sobre um grupo de aventureiros cruzando um mundo para enfrentar uma sinistra criatura conhecida pelo singelo título de “A Besta”? Ruim, ruim, mas com algumas coisas marcantes, como a cena onde um velho consulta uma feiticeira nos domínios de uma aranha gigante, ou a arma do herói, um misto de shuriken e bumerangue que impressionou muito guri na época.
Mas um personagem que eu nunca vou esquecer é um dos membros do grupo de heróis que pertence a uma raça de ciclopes, antigos humanos normais que fizeram um acordo com a temível Besta. Eles haviam cedido um olho, em troca da oportunidade de ver o futuro. Infelizmente, o único futuro que eles podiam enxergar era a sua morte, e nada mais. O ciclope do filme, é meio óbvio, em determinado momento se depara com esse dilema, de saber que continuar viajando junto com os heróis para tentar derrotar a Besta vai resultar em uma morte horrível, e pensa em desistir. Mais óbvio ainda, é que ele mesmo sabendo disso continua sua jornada de forma heróica até sua destruição. Era um excelente filme num filme fraco, principalmente pela sua iluminação. A determinada altura do filme, perguntam ao ciclope qual seria seu desejo maior. E ele responde, sem hesitar, em uma palavra, “Ignorância”, desconhecer seu próprio destino, e se imaginar livre para traçá-lo.
Os ciclopes de “Krull” eram humanos antes de negociarem com a Besta, bem como seu desejo de saber o futuro também era bem humano. Ao longo de sua história a humanidade tem desenvolvido mil e um meios de tentar prever o futuro, através de vísceras, estudos de planetas, matemática, espíritos, visões ... E, qualquer um de nós, vez por outra se dedica a arte de adivinhar o que esta por vir, seja de maneira racional através de análises frias e racionais, ou de palpites vindos de fontes como um mal estar diante de uma situação qualquer. Eu tenho o meu próprio de adivinhação, e, embora não seja muito útil, é relativamente preciso, derivado um pouco do meu lado místico que já estudou tarô, do apreciador de possibilidades históricas, e de alguém que acredita que ninguém é santo, que ninguém esta assim tão distante do mal quanto gostaríamos de pensar.
Que fique claro que eu não sou nenhum vidente ou coisa assim, tentando receber visões sobre o futuro do Brasil em uma competição esportiva ou besteira semelhante, nada disso. Eu penso que o futuro ainda não esta escrito, mas, exatamente como algumas vezes podemos prever o fim de um filme, podemos imaginar o que irá acontecer com a vida, se conhecemos um pouco das pessoas e sentimentos envolvidos no drama que a história ainda não escreveu. É simples então olhar para determinados fatores se unindo, e perceber que eles se encaminham para o desastre. E é muito mais fácil de prever desastres por contado mal que é inerente ao ser humano. Por mais nobre que seja o homem, ou a imagem que se faz dele, há nele a semente do mal, há a cobrança da sociedade, valores distorcidos, o vinho corrupto da lisonja vazia. Se o bem e a nobreza são difíceis de se conseguir e manter, é muito mais fácil o mal se apossar do que antes era bom e corromper aquilo que toca.
É assim que eu prevejo, é por isso que eu só prevejo desastres e tragédias. Eu torço pelo bem, rezo para que elementos bons o suficiente para mudarem a equação de um desastre surjam aos montes, mas o peso do mal é sempre maior. Então se desenha sempre um futuro de ruína em minhas previsões. Mesmo depois que percebo que a tragédia é iminente, torço ainda para errar minhas previsões, para que tudo que imaginei como futuro esteja errado ...
Nem sempre esta. No que se refere a mim, tenho com o tempo aprendido a separar as coisas, isolar os fatores ruins e na medida do possível eliminá-los antes de prosseguir. Por vezes no entanto ... por vezes você vê a tragédia se apossando da vida de outros, e sabe que nada a ser feito. Pesando tudo, previu que conselhos serão mal interpretados, e que nada que se possa dizer, vai adiantar. Nessas hora eu me calo, me recolho, percorro o caminho para as previsões ruins, torço até o ultimo segundo para que estejam erradas.
Tudo, tudo isso .... eu poderia evitar tudo isso, se eu tivesse sido abençoado com um pouco de ignorância ...
Marcus Winicius, negra forma de uma prisão
posted by Unknown
16:14
Esse Blog é ruim de doer, eu sou um chorão, não falo nada com
nada e mais uma ou outra coisa que eu não lembro ...