Perdoa-me Senhor pois hoje
te encontrei ...ei ...ei
18.5.02
E a carta continua lá ... Não fica batendo como o coração daquele
conto do Edgar Allan Poe, mas continua me lembrando que não saiu de lá ... Se
a casa estivesse no seguro acho que eu queimava a casa ... com aquela carta
dentro. Ou, já que estamos falando de Poe, devia ao menos empareda-la em uma
adega ...
Marcus Winicius, Once upon a midnight dreary, while I pondered, weaky and
weary
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore
While I nodded, nearly napping, sunddenly there came a taping as of some one
gently rapíng, rapping at my chamber door.
" 'tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door
Only This, and nothing more" ( não é música, tá certo, mas é
"O corvo", primeira estrófe. Vocês têm de dar um desconto ... )
Um dia, lá pelos meus 15, 16 anos, eu acho, eu ainda não tinha uma opinião
formada sobre religião, Deus, Universo, e isso tudo. Eu não lembro bem qual
foi a razão, mas em uma noite, olhando pro teto, me perguntei se Deus e o Diabo
realmente existiam, do jeito que todo mundo imagina. Deus um velho pintado por
Michelangelo estendendo o dedo prá Adão, e o Diabo, uma espécie de corretor
de almas. E pensei, ora bolas, nada daquilo fazia muito sentido. E prá provar
para o universo inteiro, pensei que se o Diabo me desse poder para mudar o mundo
para melhor, eu daria de bom grado minha alma. "Ora", eu pensei,
"como alguém que poderia mudar o mundo para melhor e ajudar várias
pessoas pode ir para o Inferno?". No ultimo momento eu poderia apelar para
algum tribunal cósmico ou coisa do tipo ...
Hoje eu já penso em muita coisa, e de um jeito muito diferente. Acredito
sinceramente em uma força maior, algo ou alguém, que rege as coisas, e que nos
colocou aqui por algum motivo. Por exemplo, eu não sou funcionário público
por acaso, e não fui sorteado várias vezes para ser mesário nas eleições
por acaso. Aposto que no dia do Juízo Final eu vou usar todo meu treinamento e
experiência de vida para ser um dos responsáveis pela triagem na fila dos que
serão julgados ...
"Marcus, problemas na fila dos ditadores!"
"Que foi dessa vez caral ... digo, descreva o disturbio por favor irmão
..."
"Você mandou que organizassem em ordem alfábética, mas eles querem
que ela seja organizada em ordem de conquistas, o Alexandre Magno não quer nem
ouvir falar de mudar isso, Gengis Khan tá uma pilha e o Àtila fica trocando de
lugar só prá atazanar todo mundo! Não sei o que eu faço!"
"Tá, vai lá e separa Carlos Magno, Cortéz, o pessoal que for
monoteísta, pelo menos. Dai, manda o resto prá fila expressa pro
Inferno."
"O mesmo que fizemos com os comunicadores brasileiros?"
"Isso, aproveita e vê se o Silvio Santos não tá vendendo lugar na
fila de novo."
"Certo ... só mais uma coisa ... isso de todos os Márcios e Quaresmas
irem pro limbo sem julgamento, é ordem de cima ou ...."
"Ah não .... isso ai é coisa minha, só não espalha."
Vai ser engraçado ... Se bem que eu também morreria de rir, embora fosse me
fuder logo em seguida, se eu percebe-se que antes de entrar no outro mundo
houvesse uma fila em cima de um arco-íris e um viking com uma espada e um
escudo fosse perguntando prá cada um que fosse chegando:
"Morreste em batalha?"
"Não, perá-lá, eu sou pastor evangélico, deve haver algum engano
..."
"O único a estar enganado aqui és tu mortal!"
"Mas, mas ... eu cumpri os dez mandamentos, fui honesto, não via
televisão ..."
"Pelo onisciente! Morreste sem portar uma espada e ainda assim almeja o
Valhala? Vais ao inferno gelado de Hela, isto sim!"
Ai, ai ... morrer ... numa época da minha vida esse assunto não me rendia
risadas ... Eu tentava imaginar a "não existência" fechando os olhos
dentro de um quarto escuro, não ouvindo nada, não sentindo nada, e ai eu
lembrava que "não existir" implicava em nem ter consciência de que
você não esta existindo ... Depois eu vi uma entrevista do Hector Babenco
dizendo que nos momentos mais graves do seu cancêr, ele pensou a mesma coisa,
na não existência, e que isso mudou muito a relação que ele tinha com a
vida.
Hoje eu penso de uma maneira diferente da que eu pensava sobre tudo isso
quando eu tinha quinze anos, mas algumas vezes algumas coisas me fazem lembrar
daquele dia em que eu pensei em vender a alma. Hoje ligou uma garota com a qual
eu não falo a muito tempo. Eu parei de me corresponder com ela quando comecei a
namorar firme a Luiza, não que eu estivesse interessado nela, nesse aspecto.
Mas havia o ciúme da Luiza, e o fato de que eu gosto muito dessa garota, admiro
a força dela, e como ela encara as porradas que ela toma da vida. E tudo o que
eu passei nesse tempo, é claro, no serviço e na vida .... Mas, prá encurtar o
assunto, a mais de um ano que eu não falava com essa garota, com medo de me
apaixonar por ela e ferir duas garotas que mereciam ser felizes. E hoje ela me
liga, e a gente fala bastante, e parece que a gente nunca perdeu contato. E eu
sinto a tristeza na voz dela, e tento consola-la. E ela me agradece pelas
palavras que eu lhe digo ...
E eu penso em todos os amigos com os quais eu falo e que confiam em mim, e eu
penso em tudo que eu já disse e fiz para ajudar os outros, e as vezes, me
questiono se não tenho, no final das contas poder para mudar o mundo para
melhor.
Se tenho, não era bem isso que eu tinha em mente, mas tá valendo ... só
espero que os amigos me ajudem, testemunhem por mim naquele tribunal cósmico
...
Marcus Winicius, if you dance with the Devil, the day will come to pay
Tomei uma atitude de homem quanto à carta .. escondi debaixo do scanner ...
Não resolve,mas pelo menos a presença dela não me incomoda tanto. Uma carta,
algumas páginas de um papel que eu ainda não li, e parece um vilão, alguma
coisa que pode controlar a minha vida, me fazer mal.
Morro de vontade de escrever uma história com um objeto como vilão. Não um
prédio, com inteligência artificial, ou uma máquina de secar roupas possuída
por um demônio, nada disso. Eu queria para vilão um objeto muito comum. Um
exemplo que eu sempre discarto, por ser muito óbvio, é o relógio de ponto,
que controla a vida de um empregado. Lógico, não é o relógio em si que é o
vilão, é a rotina, é o serviço, é o patrão, mas o relógio de ponto pode
catalizar tudo isso, personificar todo esse mal. Eu queria fazer algo assim,
diferente do um anel, por exemplo, que é um objeto místico e coisa e tal. O
que eu queria era fazer algo como essa maldita carta, que ainda esta lá,
debaixo do meu scanner ...
Marcus Winicius, que surpresa tão rude, nem sei como pude, chegar ao portão
...
Espero que para o nosso amigo Homem Aranha ocorra algo semelhante ao que
ocorreu com o Batman após o sucesso de seu primeiro filme
Espero que para o nosso amigo Homem Aranha ocorra algo semelhante ao que
ocorreu com o Batman após o sucesso de seu primeiro filme. Foi uma Batmania,
tá certo, mas gerou algumas boas histórias, algumas nem sempre lembradas. Uma
das minhas preferidas é "Asilo Arkham", de Grant Morrisson e Dave
McKean. Ela ficou famosa pela cena em que o Coringa passa a mão na bunda do
Batman, mas ela é muito melhor do que isso. Ela conta duas histórias
interligadas no passado, e no presente. Enquanto que no passado se mostra a
história de Amadeus Arkham, fundador do Asilo onde, no presente, alguns dos
mais loucos e perigosos inimigos do Batman estão se rebelando. Talvez a Abril
reedite isso, portanto, eu não vou falar muito e dar uma de spoiler-man ... Mas
uma das cenas mais legais é quando Arkham chega em casa e percebe que um
psicopata fugitivo matou sua esposa e sua filha. O legal da cena é que o
assassino coloca a cabeça da garota dentro da casa de bonecas dela, e quando o
Doutor Arkham chega no quarto e procura pela filha, você tem aquelas pinturas
do McKean em duas páginas, e recordatórios bem distantes um dos outros, com um
texto mais ou menos assim ...
"E então ... Eu olho para casa de bonecas ... E a casa de Bonecas ...
Olha ... para ... mim!"
Não importa quantas vezes eu já tenha lido isso, ainda me da medo, ainda é
a mesma sensação ...
E então, hoje de manhã, passou por debaixo da porta uma carta grande. É de
uma pessoa que por mais que eu queira dizer que eu não amo mais, que eu quero
esquecer, ainda me faz sofrer, sentir, chorar e rir ... quando penso nela ... No
ultimo mês ... Deus ... o ultimo mês ... eu fiquei tentando achar uma resposta
para a rzão pela qual eu tinha sofrido e feito sofrer tanto, por quê tinha
acabado ... eu perguntei, eu quis falar com ela ... ela ... eu pensei, virou as
costas para a mim, por tudo o que eu sentia ... Só queria entender a razão
disso tudo ...
A resposta esta nesse envolepe lacrado à minha frente ... Ele não esta com
uma cabeça sangrando em cima, só os nomes da remetente e do destinatário ...
E uma frase, "Nunca fiz mal a ninguém.", desse jeito, inclusive com
as aspas ... Mas eu não consigo juntar coragem para abri-la, tenho medo da
resposta que eu vou encontrar lá dentro ...
Saio do quarto, vou respirar lá fora, bebo à agua, respiro fundo ...
"É agora!", eu penso. Volto para o quarto, acendo a luz ...
E então ...
Eu olho para a carta ...
E a carta
Olha
Para
Mim ...
Marcus Winicius, Medo, medo, medo, medo ... O que se crê não se cria
Até que eu tô gostando dessa história de blog, pelo menos enquanto se
manter assim, sem obrigações. Como é que dá prá se divertir ou aliviar a
cabeça com alguns blogs por ai que medem seu sucesso, sua audiência. Caramba,
o que eu escrevo aqui é algo que tá na minha cabeça e quer sair, não é algo
pelo que eu queira elogios ou respeito. Isso eu deixo para outros lugares, mas
aqui, eu não preciso me preocupar com espaço, aspecto do texto, linguagem,
posso fazer o que eu bem entender, e ninguém tem nada a ver com isso. É meu
blog, é meu mundo, meu reino. Se alguém leu algo aqui e gostou, ótimo. Se
não, sinto muito, escrevi para mim, para mais ninguém, pelo menos aqui. Mas
sei lá ... Eu devia ser sempre assim ... não ligar tanto para o que outros
dizem, e não atribuir tanta importância ao silêncio ... Quando eu escrevo um
texto para o Anime Point, eu fico louco para saber a repercussão, coisa besta
... As pessoas leram, só não comentaram ... só que ... parece que eu me
alimento de elogios, de barulho ... Quero ser diferente aqui. Aqui, eu algumas
vezes vou fazer questão de não ser entendido. Como no próximo post.
Passou hoje um documentário muito legal no History Channel sobre como, no
início dos anos oitenta, a maior revista semanal da Alemanha foi responsável
pela publicação de diários forjados de Adolph Hitler. Foi assustador.
Primeiro, por conta da situação em si ... foi uma histeria e tanto na
época, milhares de pessoas na Alemanha queriam ler o que o füher registrou em
seus blogs de papel. E tudo isso por conta do fato de que a Alemanha passou
três décadas tentando esquecer ou fingir que Hitler não fez nada sozinho.
Dessas três décadas em que se demonizou Hitler, que o colocaram como o único
responsável pelo holocausto e tudo o mais, surgiu uma ... uma moda chamada de
"Hitler Woge", a onda Hitler. Os mais jovens se cansaram de
simplesmente ficar ouvindo que ele era o bicho papão, e corriam atrás de
informações sobre o que de fato havia ocorrido, como seis milhões de pessoas
podiam ser mortas e nínguém tomar uma atitude dentro do país. Pois é ...
graças a isso, hoje temos o neo nazismo, e no ínicio dos oitenta, os falsos
diários de Adolph Hitler ...
A coisa começou quando um jornalista da revista "Stern", a tal da
revista semanal, um colecionador de relíquias nazistas chamado Heiddmann, achou
com um veterano de guerra uma peça que ambos julgaram ser autêntica,
baseados no aspecto e na caligrafia do manuscrito. Um livreto preto com selo do
terceiro reich em cera, fechado com um cordão vermelho e narrando aspectos
pessoais da vida de Hitler. Heidemann rastreou a origem do tal diário até um
obscuro "Professor Fisher". Ao levar esses fatos aos donos da revista,
Heidemann recebeu carta branca para conseguir com o professor Fisher todos os
27, depois 67, diários de Hitler, a qualquer preço. Mais de 4.000.000,00 de
doláres foram parar nas mãos do professor Fisher durante os quatro anos em que
ele passou "recuperando" os diários de pontos misteriosos da Alemanha
Oriental, através de aventuras mirabolantes narradas a Heidemann. Assusta que
só depois de quatro anos alguém tenha tido o bom senso de mandar o primeiro
diário ser periciado, antes de se gastarem milhões, os homens mais bem
informados da Alemanha engolindo uma trama barata de filme de espionagem ...
Assusta que a Stern tenha armado um circo em torno da publicação desses
diários, tenha negociado os direitos de publicação desse material em outros
paises, sem checar as informações mais básicas sobre o assunto, e que, muito
possivelmente, só tenha publicado os dois primeiros volumes dos diários após
a confirmação de que eles eram falsificações cuidadosas na caligrafia e
estilo, mas grosseiras quanto aos fatos históricos reais ( pelos diários,
Hitler não concordava com o extermínio de judeus e nem teria autorizado a a
solução final ), ou material empregado, com cordões de polyester como fecho
dos cadernos manuscritos ou papel envelhecido quimicamente. Esses diários
destruiram a vida de mais de um profissional sério encarregado pela Stern para
divulgar a história mundo afora, como a jornalista Bárbara Dickmann, que foi
contratada para apresentar um documentário sobre os diários, sem ter a chance
de falar com o sempre misterioso professor Fisher.
Ao final de tudo, é que vem o susto maior. Os únicos que foram
responsabilizados criminalmente pelo fato foram Heidemann, que sustenta ter
agido de boa fé, e Fisher. Ambos pegaram, respectivamente, 4 e 5 anos de
prisão. Heidemann, Dickmann e mais alguns peixes pequenos enterraram suas
carreiras para sempre. A Stern publicou material falso, armou um salseiro do
tamanho do mundo, mas continua sendo a principal revista alemã, e seus donos,
que financiaram toda a presepada, recuperaram os milhões pagos a Fisher, que
redigiu todos os 67 volmes de próprio punho, com as duas edições em que os
falsos diários foram publicados.
E Fisher ... bem, esse ficou milionário. Seu nome real, ou, pelo menos o que
ele usa atualmente, é Konrad Kujau. Não bastasse tudo que ganhou com os
diários, hoje ele é um dos mais renomados falsários do mundo, procurado por
museus que querem expor cópias de um Van Gogh ou Rembrandt sem riscos para a
obra original, ou por jornalistas e autoridades que precisam de provas
documentais forjadas.
E me assusta pensar no que o Grupo Sílvio Santos ou a Fundação Roberto
Marinho fariam ou já devem ter feito com material semelhante. Tenho calafrios
só de pensar que se Kujau tivesse se preocupado com o material que compunha
suas falsificações, tivesse sido mais criterioso, Hitler teria uma imagem
diferente no mundo de hoje, a imagem que Kujau quisesse. Ele podia
"pintar" um Hitler bom, justo, um homem a ser seguido e ai ... no meio
de uma moda envolvendo Hitler ... como estaria a Alemanha? Como ela ficaria?
É assustador dar graças a Deus pelo fato de que o destino do mundo esteve
nas mãos de um falsário ganancioso, ao invés de um neo-nazista convicto ...
Eu já estive por aqui antes ... faz tanto tempo que não
visito sua ( minha ) consciência, não quero ir embora tão cedo ... tanto
tempo tão escondido ... parte de mim mesmo que eu quero negar, que ajuda a me
fazer quem eu sou ...
Se não fosse por mim eu ( nós ) já estaríamos mortos
... para que me destruir? Se dependesse só de você ( eu ), se você achasse
mesmo que por um momento que no final eu vou vencer, você aproveitaria essa
janela aberta e pularia ...
Mas você não tem certeza de nada, e isso é minha obra
... Sua culpa ... Eu sou você, você sou eu, ainda nos recusamos a ceder. Se
aceitássemos o abraço da loucura e nos separássemos, seria tudo tão mais fácil.
Mas isso, eu e você temos em comum ... não achamos que o
que é fácil é bom, que é merecido ... Se ao menos você tivesse abaixado a música
antes, e tivéssemos conversado, se antes você tivesse me ouvido ... quantos
anos sentidos do jeito errado ... é por isso que não quero mais sentir ...
Uma parte de mim se recusa a cair da síndrome do pânico e
da depressão direto para esquizofrenia, eu acho. Ela se manifestou após eu,
sei lá que eu, ter percebido que o mesmo rapizinho americano tocava no meu
computador pela 3° vez. Baixei músicas do Nuclear Assault, ouvi um dos
melhores Cd’s do Black Sabbath, o Sabotage, Titãs ... Õ Blesq Blom e Jesus não
tem dentes no país dos banguelas ...
Tirei o pó de um disco do Zé Ramalho ...
Aos poucos, aquele eu que não quer aceitar o conforto da
loucura vai catando os caquinhos, juntando os pedaços de quem eu fui, queria
ser como ele ... Mas eu não sou, mesmo ele sendo eu. Eu só queria para de
pensar, de sentir ... não queria mais sentir nada, e não lembrar de como foi
ouvir ou sentir o que eu senti quando descobri Heavy Metal, ouvindo umas faixas
em um disco coletânea do primeiro Rock’in Rio ... Quais eram? Só lembro de
Bark at Moon cantada pelo Ozzy ...
Mas esse eu pequenininho, perdido lá no meu meio, quer que
eu sinta. Eu peço para ele parar de tocar aquelas músicas tão alto, e ele não
me escuta. Talvez as guitarras histéricas e baterias antiaéreas de grosso
calibre, não me deixem ser ouvido. Talvez seja isso que ele queira. Talvez nos
códigos dos Titãs dos bons tempos ou nas profecias cifradas do Zé Ramalho
estejam o mapa de um quarto escuro, e a chave para que ele possa me trancar para
sempre.
É por isso que tenho tanto medo dele.
Marcus Winicius, tell me people, am I going insane? Insane
...
Sabe qual é o principal problema da loucura? Ela não
chega folgada, mudando o canal de televisão que você esta vendo e pondo os pés
na mesa, nem botando a porta abaixo e gritando ... não ...
Ela chega aos poucos, te coloca no colo e te diz no ouvido,
bem baixinho ... “Desiste, fica aqui no meu colo ...”. Um louco não precisa
pensar, sua mente é livre. E quando ela chega, além de tudo, ela é discreta
... Você só a percebe quando a disposição de socar uma mulher que quase a
derrubou em um ônibus vem depois de perceber que ela esta grávida, quando
você faz a barba com um barbeador elétrico e imagina se só da prá matar
alguém usando o fio para estrangulamento, ou se as lâminas fazem algum estrago
... Se eu subir no alto do prédio e começar a uivar, vão estranhar? Esse cara
no espelho ... por que ele olha para mim assim? Finalmente, eu entendo o que
passa na cabeça de um cara que religiosamente às 7:00h de todo o dia discute
com as estátuas do palácio da justiça aqui em Campinas, ou de tantas outras
figuras que desfilam pelas ruas dessa cidade ...
Nada ... Já pensou em não pensar em nada? Livre de horário
de trabalho, livre de preocupações de dinheiro, livre do peso das consequências
de seus atos. É por isso que o colo da loucura é tão gostoso, quentinho ...
ela não te toma coisa alguma, nada exige em troca.
Só te mostra que você não precisa de nada, nem da consciência
de que você é um ser humano, para ser feliz. Como recusar seu abraço, como não
querer o seu beijo?
Marcus Winicius, mas louco
é quem me diz que não é feliz
Ahá ... É assim que a gente coloca imagens aqui ...
( mas não vão achando que é qualquer tipo de imagem que vai entrar aqui
não ... tá pensando o que )
É só um teste, de um joguinho de luta 2d que tá vindo por ai, misturando o
visual de KOF com a jogabilidade de Marvel vs Capcom ... Castlevania, Rockman
Zero ... Ainda há esperança para os bons jogos de video game ... não acham?
Bom, vendo essas imagens, pelo menos esperança eu tenho ...
Só prá gente se lembrar do país em que você vive ...
Se você estivesse sendo acusado de de tráfico de drogas, graças a
evidências que se constituem em telefonemas de traficantes para sua casa, você
poderia se defender em todos os canais de televisão?
E se artistas ganham tão bem a ponto de presentearem seus entes queridos com
carros importados com tanta facilidade, teriamos tantos artistas dispostos a se
escancararem por 400 mil reais, a se exibirem tanto com tantas chances de se
queimar e enterrar sua carreira?
Só prá gente se lembrar do país em que a gente vive ...
Bom, além de pornografia, eu também gosto de muita coisa ... Escrever é
uma delas, mas eu dúvido que isso vá garantir muitos posts nesse blog aqui.
Primeiro, por conta do fato de que eu digito devagar. Segundo, esse blog é de
natureza terapêutica, relutei muito antes de abri-lo, e é mais algo para mim
do que para os outros. Sim, é meio egoista mas pelo menos foi sincero, vocês
têm de admitir.
Mas o que deve estar me impedindo mesmo de postar é um joguinho para Game
Boy Advance chamado Rockman Zero ... a uns trocentos anos atrás eu bolei uma
história sobre o universo desse personagem, e a história desse joguinho para
Game Boy Advance é muito parecida com ela ... Legal ... Estou anos à frente da
companhia que desenvolveu o jogo em matéria de bolar plots para histórias ...
Isso deveria me botar prá cima, mas ai eu penso que algum mané do outro
lado do mundo anda ganhando dinheiro com algo que já passava pela minha cabeça
há muito tempo atrás, e eu nem posso processar ninguém ... mundo injusto ...
Principalmente por que o jogo é o mais legal da série há muito tempo, vai
consumir as minhas horas livres ... Pelo menos não vou sentir culpa de baixar a
rom e ficar jogando via emulador.
Marcus Winicius, a lap dance is so much better whwn the stripper is crying
Desculpem pela péssima piada ... Sou uma droga para pensar em títulos, mas
tenho boa memória ... dai, lembrei de um velh professor de matemática, o
sábio senhor Alcides Linhares, responsável por essa merda de fórmula de
Baskára estar ocupando espaço na minha cabeça até hoje ... Aquela fórmula
para equações de segundo grau, sabe ... pois é ... tinha o seu Alcides ... um
belo dia ele estava nos ensinando funções e falou com a maior naturalidade
"Bom, resolvida a inequação, vamos POR NO GRÁFICO", e aquele bando
de adolescentes riu daquele simpático e paciente senhor que adorava a
matemática, que ficou vermelho azul, roxo, não sabia onde botar a cara ... Seu
Alcides ... deve ter morrido faz tempo ... mas enfim, vamos lá ... Espero que
ser o tema do primeiro post desse blog seja uma homenagem justa para ele ...
E prá quem não engoliu essa história, apesar de ser a mais pura verdade,
fiquem satisfeitos em saber que eu também gosto de pornografia ... pronto,
falei ... nem precisava falar do Seu Alcides ...
Marcus Winicius, sexo, como é que eu fico sem sexo?